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Sobre
maya ongaku ⟡ Cume sobe ao palco a 6 de outubro de 2026, Galeria Zé dos Bois (ZDB), em Lisboa.
Entrada: 14€ Bilhetes disponíveis em http://zedosbois.bol.pt/?utm_id=97758_v0_s00_e0_tv4_a1demo0dzqogi1maya ongaku Traduzida como 'música' em japonês, Ongaku serviu de carapuça para os avanços do mítico Group Ongaku - colectivo artístico formado em 1958 onde militavam nomes como Yasunao Tone ou Takehisa Kosugi - na criação de uma música verdadeiramente livre e exploratória em solo nipónico. Sem entrar pela improvisação livre e pelo radicalismo desses pioneiros, este trio traça a sua Ongaku já volvidos uns anos desde essa abertura com a aparição do folk rock lisérgico dos Happy End de Haruomi Hosono que viria a fundar em 1978 a Yellow Magic Orchestra. Referência mais espiritual e geográfica, com o peso histórico que inevitavelmente tem para que se pensasse pela primeira vez numa pop electrónica verdadeiramente japonesa, houve nos tempos da YMO uma mesma sede de descoberta pela via mais lúdica que palpita na música de Maya Ongaku. Após a estreia com as tonalidades folky atmosféricas e encantadas de 'Approach to Anima' em 2023, num contínuo de inspirações transatlânticas acid folk que faz tempo é já japonês de direito por via de grupos como os já citados Happy End ou Nagisa Ni Te, entregaram em 'Electronic Phantoms' esse corpo à electrónica, invocando fantasmas analógicos e modulares, onde a pulsação infinita da kösmische, o lado sonhador de United States of America e descendência etérea em Broadcast, guitarras entre o final do psicadelismo e o balanço da balearic beat e as melodias acolhedoras da YMO se enredam com as flautas e a tal aura folk que se escapa para paisagens urbanas. BS ~ Cume Com uma colaboração que une Clemente e Santos Dias, parceiros há 20 anos, à visão exploratória de Jorge Nuno, guitarrista reconhecido na música improvisada,�cume marca a sua primeira aventura conjunta. O álbum, editado em novembro de 2024 pela Profound Whatever, revela um ambiente rico e imersivo, onde movimentos e texturas se desdobram em constante mutação, transportando o ouvinte por paisagens sonoras envolventes e imprevisíveis, num diálogo íntimo entre o som e a exploração musical. Nesta apresentação, a bateria de Gonçalo Alves completa este quadrilátero sónico acrescentando vigor e irreverência. O álbum 'OVO', editado em fevereiro de 2026 pela Profound Whatever, é a prova disso mesmo.
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