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Sobre
Ponto Final, Ponto Seguido aconteceu a 23 de setembro de 2026, Praça da República (Coimbra), em Coimbra.
Dois atos: pra lembrar, pra curar. Nas mãos, terra. Plantando em rito sobre o asfalto, Uýra ativa e faz ressurgir um sistema radicular em grande escala. É floresta viva e agoada pra gritos e apagamentos, sararPonto Final, Ponto Seguido apresentada pela artista indígena Uýra, pensa e ativa ressurgimentos de Vida coberta pelas materialidades e imaginários coloniais – as terras, memórias, águas e florestas que dormem debaixo dos asfaltos. É um plantio, é uma dança pra reacordar vovó Terra nos imaginários da humanidade concretada. O ato ocorre em lugares abertos e públicos, geralmente associado a um monumento da história colonial de cada lugar. Há participação e interatividade entre e com o público. Sua ampla circulação já abrangeu Festivais , Instituições de Arte e demais programações de 5 países, tendo sua passagem marcada nas seguintes instituições/eventos e cidades.Uýra é indígena em diáspora, dois espíritos (travesti) e habitante de Manaus, Amazonas – Brasil. É bióloga, mestre em Ecologia da Amazónia, e atua como artista visual e arte-educadora de comunidades tradicionais. Vive num território industrial no meio da floresta, onde se transforma para dar vida a uma Árvore que Anda, sempre criada com elementos orgânicos. Já participou em mais de 50 exposições coletivas, nacionais e internacionais, e apresentou 5 individuais, incluindo a sua estreia no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil) e no Currier Museum of Art (EUA). Foi destaque da 34.ª Bienal de São Paulo, da Bienal Manifesta! (Kosovo), da 13.ª Bienal de Arquitetura de SP e da 1.ª Bienal das Amazónias, além de vencedora do Prémio EDP nas Artes – Instituto Tomie Ohtake, do Prémio PIPA 2022, do Prémio SIM à Igualdade Racial 2023 e do Prémio FOCO ArtRio 2023. Uýra utiliza o corpo como suporte para narrar histórias de diferentes naturezas através de fotoperformance, performance e instalações. Interessa-se pelos sistemas vivos e pelas suas violações e, a partir da ótica da diversidade, da dissidência, do funcionamento e da adaptação, (re)conta histórias naturais, de encantarias e de diásporas existentes na paisagem floresta-cidade. As suas obras integram coleções nacionais, de colecionadores e de instituições como a Pinacoteca de São Paulo e o Instituto PIPA, além de internacionais como o Castello di Rivoli (Itália), o Institute for Studies on Latin American Art of New York (ISLAA), o Currier Museum of Art e o Los Angeles County Museum of Art (EUA).A bienal de teatro brasileiro em Portugal – a Todos São Palco – de 2026 vai ser dedicada às teatralidades da Amazónia.Por Amazónia entendemos esse vasto território que corresponde à bacia do Amazonas, abrangendo vários países e, dentro do Brasil, vários estados. O foco neste território tem a ver com a urgência das questões climáticas e do debate civilizacional em torno da história da colonização, do contacto dos europeus com povos indígenas e dos matizes da identidade nacional brasileira.As teatralidades a que nos referimos não se restringem a espetáculos de teatro; podem e devem incluir quaisquer performances que revelem as contradições da ideia de Amazónia e das práticas que acontecem no dito território.É nosso propósito conhecer as formas teatrais de Manaus e de Belém, por exemplo, mas também de outras cidades e lugares fora dos centros urbanos. E se é verdade que a tradição teatral europeia tem um lastro centenário nas capitais, gostaríamos de dar a conhecer na Europa outras tradições rituais, performativas e/ou cénicas, que eventualmente existam.Os trabalhos sobre as comunidades indígenas feitos a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro, bem como as pesquisas e apropriações feitas a partir de cidades europeias (como é o caso de Coimbra, com a sua universidade), também nos interessam, mas gostaríamos de dar destaque à produção da região.Nesse sentido, pretendemos 1) envolver no processo de curadoria artistas e pesquisadores originários da Amazónia que residam no Brasil e em Portugal ou outros pontos da Europa; 2) participar em festivais na região amazónica, de modo a conhecer a produção local; 3) conhecer manifestações teatrais não convencionais com origem na Amazónia.Local Praça da RepúblicaDe e com UýraTodos São Palco é um projeto do TeatrãoCuradoria Jorge Louraço FigueiraFonte: https://tagv.pt/agenda/ponto-final-ponto-seguido-todos-sao-palco/
FAQ
Quando foi Ponto Final, Ponto Seguido?
Aconteceu a 23 de setembro de 2026.
Onde foi Ponto Final, Ponto Seguido?
Aconteceu em Praça da República (Coimbra), Coimbra.
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