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Sobre
TERRA ARDIDA aconteceu de 25 a 26 de julho de 2026, Espaço Casa Cheia, em Lisboa.
Link bilheteira: https://casacheia.admira.b6.pt/pos/event/list.events:showallsessions/51ec3971-0f45-4114-ab95-55dbff1731f6 Terra Ardida constrói-se como um território fragmentado e habitável, onde múltiplas vozes atravessam a Casa Cheia em estado de combustão. Entre corpo, palavra, som e imagem, a performance-instalação recusa a narrativa linear e instala-se num espaço de tensão permanente entre o íntimo e o coletivo, o quotidiano e a catástrofe, a memória e o presente em colapso. Ao longo de quatro horas, o espaço transforma-se continuamente: performance, exposição, música, poesia e vídeo coexistem como matéria viva em permanente circulação. O público é convidado a entrar, sair, permanecer, regressar, escutar ou participar - habitando livremente este território em mutação. Aqui, o fogo não é apenas elemento: é linguagem, herança, violência e possibilidade de transformação. Arde na guerra e na destruição, mas também no cuidado do lar - na cozinha, na sala, na transmissão entre gerações. Arde no corpo - por fora e por dentro - marcando-o, alterando-o, tornando-o arquivo vivo de experiências, traumas, desejos e resistências. As vozes que emergem - ora poéticas, ora cruas, ora políticas - expõem um mundo em contradição: um sistema que consome, explora e aniquila, enquanto promete progresso e celebração. Entre imagens, esculturas, pinturas, textos dispersos pelo espaço e memórias íntimas, desenha-se uma reflexão sobre responsabilidade, culpa e pertença, onde o indivíduo se confronta com o peso das suas ações e omissões. Num espaço que oscila entre julgamento, instalação e ritual, Terra Ardida convoca o público não como observador passivo, mas como parte integrante de um corpo coletivo em escuta. Poemas podem ser lidos, vozes podem sobrepor-se, silêncios podem permanecer. A linguagem fragmenta-se, ecoa e reaparece - como cinza no ar ou como água que insiste em cair sobre o que ainda arde. Entre ruína e regeneração, interrogamo-nos: que possibilidade existe de, a partir da terra queimada, voltar a fazer nascer algo - memória, identidade, futuro.Produção: Projeto_S_Nome Duração: Aproximadamente 4h Classificação Etária: +12 Direção: Rui Miguel, Sara Azevedo Interpretação: Carolina David, Inês Custódio, Rui Miguel, Sara Azevedo Cenografia e figurinos: A definir Sonoplastia: A definir Desenho de Luz: A definir Design Gráfico: Rui Miguel
FAQ
Quando foi TERRA ARDIDA?
Aconteceu a 25 de julho de 2026 a 26 de julho de 2026.
Onde foi TERRA ARDIDA?
Aconteceu em Espaço Casa Cheia, Lisboa.
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